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Justiça dos EUA rejeita pedido de Trump sobre apuração de 20 mil votos

Justiça dos EUA rejeita pedido de Trump sobre apuração de 20 mil votos

Juiz federal indica riscos de exclusão de eleitores e questiona a confiabilidade dos dados usados pelo governo Trump

Divulgação/Flickr – The White House – 9.mar.2026

PODER360

29.out.2026 (quinta-feira) – 17h56

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A menos de uma semana da eleição, um juiz federal rejeitou, na 4ª feira (28.out.2026), o pedido do governo de Donald Trump para separar os votos de cerca de 20.000 pessoas registradas para votar na Califórnia. O DOJ (Departamento de Justiça dos Estados Unidos) alegava que elas poderiam não ser cidadãs norte-americanas e queria que as cédulas não fossem contabilizadas até a verificação da cidadania.

O pedido foi apresentado em 15 de outubro, em uma ação contra o Estado. A lista federal foi elaborada a partir do cruzamento de registros eleitorais com dados de imigração, passaportes e seguridade social. As informações são do G1.

A Califórnia contestou a precisão do levantamento. Em uma amostra de 200 registros analisada pelo condado de Los Angeles, 42,9% tinham inscrições canceladas, 4,6% estavam inativos e 42,4% permaneciam ativos. Além disso, 71,2% das pessoas listadas nunca haviam votado, segundo dados apresentados ao tribunal.

Na decisão, o juiz David O. Carter afirmou que a medida poderia privar cidadãos habilitados do direito ao voto. Também indicou possíveis violações à Lei Nacional de Registro Eleitoral (National Voter Registration Act), que restringe a remoção sistemática de eleitores nos 90 dias anteriores a eleições federais.

As eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos serão realizadas em 3 de novembro. A votação definirá as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, cerca de um terço do Senado e cargos estaduais e locais.

Disputa judicial

O caso já havia passado pelo Tribunal de Apelações do Nono Circuito em 26 de outubro. Na ocasião, a Corte rejeitou um 1º pedido emergencial do governo por entender que não tinha competência para analisá-lo naquele momento.

Depois da decisão de Carter, o DOJ recorreu novamente ao tribunal e pediu que as cédulas fossem impedidas de ser contabilizadas até a verificação da cidadania dos eleitores.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, comemorou a decisão e afirmou que a iniciativa poderia impedir milhares de pessoas de exercer o direito ao voto. A disputa judicial continua em andamento.

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