Dois homens armados palestinos abriram fogo contra um posto de controle militar israelense nesta sexta-feira, na Cisjordânia ocupada, deixando cinco pessoas feridas e levando as Forças Armadas de Israel a impor um “cerco total” à cidade de Hebron.
Duas das pessoas feridas estão em estado crítico, segundo o serviço de emergência israelense Magen David Adom.
Os dois homens armados foram mortos a tiros, informaram as FDI (Forças de Defesa de Israel) em comunicado. As forças israelenses continuaram as buscas na região por outras pessoas que possam estar ligadas ao ataque. Ainda não estava claro se alguma das vítimas era militar ou civil.
Vídeos feitos no local mostram um confronto armado entre os palestinos e as forças israelenses que durou pelo menos vários minutos, com repetidas rajadas de tiros. Em um vídeo da Reuters, um socorrista israelense grita que os disparos já duravam pelo menos 20 minutos e que havia dificuldades para retirar os feridos do local.
O ataque ocorreu apenas quatro dias antes das eleições em Israel, as primeiras desde o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. A votação representa um teste importante para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tem tentado se apresentar como um líder rigoroso em questões de segurança.
As FDI disseram ter localizado um veículo utilizado pelos homens armados no ataque, que continha “uma grande quantidade” de munição.
“Este foi um grave ataque terrorista”, afirmou o chefe do Estado-Maior das FDI, tenente-general Eyal Zamir, após uma avaliação da situação. “A ação rápida dos combatentes impediu um ataque ainda mais grave e novos danos a civis e às forças de segurança.”
Segundo Zamir, a munição encontrada no veículo seria utilizada “para realizar um ataque em escala muito maior”.
O chefe do Estado-Maior afirmou que as FDI também realizarão novas prisões de suspeitos e ampliarão as operações de inteligência na região.
Netanyahu disse ter ordenado às FDI que se preparem para um fechamento total da Cisjordânia a partir desta sexta-feira. Ainda não está claro, porém, quando essa medida entrará em vigor nem por quanto tempo será mantida.
“Vamos perseguir os terroristas do Hamas e aqueles que os enviaram, onde quer que estejam e a qualquer momento”, afirmou Netanyahu em comunicado.
O Hamas elogiou o ataque em uma declaração, mas não reivindicou a responsabilidade pela ação.
“Junto com todo o povo de Israel, rezo pela recuperação completa e rápida dos feridos no ataque”, afirmou em comunicado publicado na rede social X Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu e ex-chefe do Estado-Maior das FDI.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por yasmincaetano.
