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IBJR lança campanha para combater fake news sobre bets

IBJR lança campanha para combater fake news sobre bets

Com mensagens em jogos de futebol, a campanha “Aposto que você não sabia” apresenta dados sobre a importância da regulamentação

Divulgação/IBJR

por IBJR

24.out.2026 (sábado) – 10h00

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Com a proibição das apostas de quota fixa no país, mensagens passaram a ser exibidas nos uniformes de clubes do futebol brasileiro e nas placas de publicidade à beira do campo para combater a propagação de informações falsas sobre o setor. A ação faz parte da campanha “Aposto que você não sabia”, lançada pelo IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável), que abrange as principais empresas do mercado regulado.

A iniciativa é ancorada no portal www.apostoquevocenaosabia.com, uma plataforma de conteúdos públicos e independentes mantida pelo instituto para centralizar dados e realizar a checagem de fatos sobre o setor. Apresenta as obrigações e contrapartidas do mercado regulado antes da medida provisória que proibiu a atividade no país.

“A proibição não fez a procura por apostas desaparecer, só abriu espaço para o mercado ilegal e retirou as proteções de quem aposta. Hoje, muita gente atribui ao mercado regulado problemas que também decorrem do ilegal, e boa parte dos dados e das pesquisas divulgados não faz essa distinção. Dessa forma, o debate se baseia em desinformação, e é isso que a campanha busca combater”, disse Carlos Lima, presidente-executivo do IBJR.

Reprodução/site www.apostoquevocenaosabia.com
Site oficial da campanha “Aposto que você não sabia” esclarece o que é fato ou fake sobre o setor

Para sustentar essa posição, a campanha organizou os dados do setor em torno de 4 mensagens principais:

  • “Proibir não é proteger”. Um estudo da LCA Consultoria Econômica, encomendado pelo IBJR, estima que, antes da proibição, o mercado ilegal representava até 44% do mercado de apostas em 2026, com receitas anuais de até R$ 43,3 bilhões. A arrecadação potencial não recolhida nesse segmento é de R$ 12 bilhões por ano. Outra pesquisa, feita pelo Instituto Locomotiva a pedido do IBJR, mostra que 50% dos apostadores relataram práticas que indicam o uso de plataformas irregulares. Sites clandestinos assediam ativamente pessoas com problemas relacionados ao jogo. Segundo o IBJR, há também um alerta para as autoridades financeiras: em 2025, a SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas), do Ministério da Fazenda, registrou 1.255 comunicações relacionadas a pessoas com indícios de transferências para empresas não autorizadas (bets ilegais). De acordo com estimativas da LCA, o mercado legal movimentaria cerca de R$ 54,3 bilhões em receitas anuais. Somado ao ilegal, o total poderia ser de R$ 97,6 bilhões por ano. Esse valor não corresponde integralmente a uma nova migração: parte já estava na clandestinidade. A proibição pode direcionar a demanda antes atendida pelas empresas autorizadas para operadores ilegais, ampliando o espaço para a atuação do crime organizado.
  • “O Brasil proibiu e o mercado ilegal invadiu”. Um levantamento divulgado pela ANJL (Associação Nacional do Jogos e Loterias) em outubro deste ano identificou mais de 30.000 links de apostas ilegais ativos no país. A atuação à margem da regulação permite que clones de marcas conhecidas operem sob domínios de difícil rastreamento e exibam falsos selos de autorização, fomentando golpes. Essas operações podem envolver intermediários de pagamentos via Pix e o uso de CNPJs de fachada. Alguns sites ilegais também copiam nomes e identidades visuais de marcas que operavam legalmente, e golpistas têm usado esse artifício para aplicar fraudes financeiras.
  • “Proteção de verdade começa com regras”. O mercado regulado exigia verificação de identidade com CPF, documento e reconhecimento facial, permitindo identificar os apostadores e rastrear as operações. Eram proibidos depósitos por cartão de crédito e criptomoedas, além de bônus de entrada. Também havia limites de depósito e tempo de uso das plataformas, monitoramento de transações e regras de prevenção à lavagem de dinheiro. O modelo regulado estabelecia mecanismos de impedimento de acesso, garantindo mais de 1,2 milhão de pedidos voluntários de autoexclusão, segundo dados da SPA, com base na Plataforma Centralizada de Autoexclusão. Além disso, houve o bloqueio de cerca de 3 milhões de usuários por causa do recebimento de benefícios sociais, conforme dados do Sigap (Sistema de Gestão de Apostas). Sem o mercado regulado, o Estado também perde instrumentos de defesa da integridade esportiva, já que as operadoras participavam de redes de monitoramento internacional e comunicavam padrões suspeitos às autoridades para combater a manipulação de resultados.
  • “Regulamentar é proteger”. O setor regulado contribuía para a arrecadação formal. De janeiro a setembro de 2026, foram arrecadados R$ 11,12 bilhões com atividades de exploração de jogos e apostas, segundo dados da Receita Federal. O valor, que abrange também a categoria de jogos e apostas, representa alta real de 55% sobre o mesmo período de 2025. Separadamente, em 2025, as destinações legais das apostas de quota fixa somaram R$ 4,53 bilhões para esporte, turismo, segurança, educação, saúde e outras áreas. A LCA estima que até R$ 73 bilhões em arrecadação poderiam ficar em risco de 2027 a 2030 com a proibição da atividade. O cálculo considera um cenário no qual até 100% da demanda atualmente atendida pelo mercado regulado migre para operadores ilegais. A projeção é o acumulado dos 4 anos e inclui tributos e contribuições específicas do setor. Além da perda arrecadatória, a proibição traz risco de disputas judiciais pelas 85 outorgas consideradas pela LCA, de R$ 30 milhões cada uma e validade de 5 anos, totalizando R$ 2,55 bilhões. Esse é o ponto de partida da estimativa de risco jurídico da consultoria, sem incluir investimentos em pessoal, tecnologia e contratos. Eventuais indenizações dependem da análise judicial. No futebol, a proibição também compromete patrocínios que superaram R$ 1,1 bilhão em 2025.

Este conteúdo foi produzido e pago pelo IBJR. 

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · IBJR.

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