Fiscais do PL são levados à PF no Rio por suspeita de boca de urna
Mulher com crachá de “delegado” e um homem foram conduzidos por ordem do juiz eleitoral; PL diz desconhecer os casos
Sérgio Lima/Poder360 – 21.out.2026
PODER360
25.out.2026 (domingo) – 14h41
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Dois fiscais do PL (Partido Liberal) foram levados à Delegacia da Polícia Federal, na Praça Mauá, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (25.out.2026), durante o 2º turno das eleições presidenciais. Eles teriam pedido votos para o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, no dia da votação, o que configuraria boca de urna, crime eleitoral.
Ambos os casos foram no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Catete, na zona sul da capital fluminense. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas. A informação foi confirmada pelo TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro).
Equipes do 2º Batalhão da Polícia Militar, em Botafogo, conduziram os 2 à delegacia. Em nota, a PM confirmou o encaminhamento. Eis o que disse: “Por determinação do juiz eleitoral da 16ª Zona Eleitoral, equipes do 2º BPM (Botafogo) conduziram duas pessoas do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti à Delegacia da Polícia Federal, na Praça Mauá, para prestar esclarecimentos.”
No 1º caso, uma mulher foi identificada pela equipe do colégio como fiscal do PL, mas usava um crachá com a inscrição “delegado”. O 2º caso envolveu um homem abordado no mesmo colégio eleitoral, também sob suspeita de tentar direcionar votos para Flávio Bolsonaro. Ele foi preso.
Em nota, o PL afirmou não ter conhecimento dos fatos. “Esse tipo de prática não faz parte do perfil de militância do partido”, declarou.
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