InícioPolítica“Economist” questiona se Lula ainda tem uma “última carta na manga”

“Economist” questiona se Lula ainda tem uma “última carta na manga”

“Economist” questiona se Lula ainda tem uma “última carta na manga”

Revista britânica aponta dificuldades para o presidente reverter no 2º turno a vantagem de Flávio Bolsonaro

Sérgio Lima/Poder360 – 10.set.2026

PODER360

22.out.2026 (quinta-feira) – 17h15

Priorize o Poder no Google

A revista britânica The Economist questionou se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda tem uma “última carta na manga” para vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25.out.2026). Em reportagem publicada na 4ª feira (21.out), a publicação afirma que a disputa deverá ser uma das mais acirradas desde a redemocratização e destaca os obstáculos para uma virada do petista.

Lula terminou o 1º turno atrás de Flávio, que recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do presidente. A revista diz que nenhum candidato à Presidência que ficou em 2º lugar na 1ª votação conseguiu vencer o 2º turno desde a promulgação da Constituição de 1988.

A revista diz que Lula intensificou as iniciativas para conquistar eleitores. Entre as medidas citadas, estão o apoio à redução da maioridade penal para crimes graves, a articulação para aprovar o fim da escala de trabalho 6 X 1, a proposta de perdão de dívidas de pequenos negócios e a oferta de transporte público gratuito nos fins de semana. A publicação também menciona o reajuste do Bolsa Família e a proibição das apostas esportivas e cassinos on-line.

A revista afirma que pesquisas de intenção de voto indicam que as medidas podem estar produzindo efeitos, mas faz uma ressalva sobre a capacidade dos levantamentos de captar o comportamento do eleitorado de direita. Antes do 1º turno, pesquisas indicavam vantagem de Lula, mas Flávio terminou à frente nas urnas.

O senador também respondeu às propostas do presidente. Segundo a publicação, Flávio passou a apoiar a redução da jornada de trabalho, embora tenha criticado a iniciativa anteriormente. 

A consultoria francesa Le Millénaire estimou em 82% a probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, segundo a Economist. A publicação também comparou os investimentos das campanhas em publicidade digital. Antes do 1º turno, a equipe do senador gastou ao menos US$ 2 milhões para impulsionar conteúdos na internet, enquanto a campanha de Lula desembolsou pouco menos de US$ 500 mil.

Com a votação final se aproximando, a revista afirma que a campanha petista depende de uma reação nos últimos dias. Lula tenta atrair eleitores que não compareceram às urnas no 1º turno e recuperar apoio suficiente para superar a vantagem conquistada pelo adversário.

o Poder360 integra o


Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

Veja mais

ültimas