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Demora para decisão sobre MP das Bets causa insegurança, diz IBJR

Demora para decisão sobre MP das Bets causa insegurança, diz IBJR

Em entrevista ao Poder360, o presidente-executivo Carlos Lima afirmou que, após medida, houve aumento “substancial” de plataformas ilegais

Carolina Curi/Agência Senado – 1º.set.2026

Leonardo Gimenes

de Brasília

30.out.2026 (sexta-feira) – 16h15

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O presidente-executivo do IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável), Carlos Lima, disse nesta 6ª feira (30.out.2026), em entrevista ao Poder360, que quanto mais tempo o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, levar para tomar uma decisão sobre a MP das Bets, “maior a sensação de insegurança jurídica para o setor de apostas no Brasil”. 

Fux marcou para 3 de novembro uma audiência pública para discutir ações que tratam do mercado de apostas esportivas e loterias. 

A discussão também envolve a medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro. A norma proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil, incluindo apostas esportivas e jogos on-line.

A decisão sobre a audiência não foi tomada durante o período eleitoral para evitar que a medida fosse interpretada como interferência no processo político. Na avaliação de Fux, porém, a audiência passou a exigir tratamento urgente por causa dos prazos estabelecidos na MP e dos impactos econômicos sobre o futebol brasileiro e outros setores da economia, especialmente sob o ponto de vista da segurança jurídica.

“A grande preocupação que a gente tem, olhando o aspecto geral, é que quanto mais tarde sair uma decisão do ministro Fux, a gente vai agravando as situações que foram criadas com a proibição do setor regulado de apostas. Principalmente o crescimento do mercado ilegal. Os dados comprovam que a proibição não acabou com a demanda. A demanda continua”, declarou Lima.

Segundo o executivo, depois da publicação da medida provisória, houve um aumento “substancial” no mercado clandestino. Carlos Lima disse que marcas já consagradas no setor de apostas, como Betano, Bet365 e BetMGM, têm sido clonadas de maneira indevida.

“Várias marcas que eram marcas tradicionais foram clonadas e estão sendo utilizadas de uma maneira indevida pelo mercado ilegal, o que faz com que o consumidor agora ache que o setor voltou a operar, mas o setor não voltou a operar”, declarou.

Levantamento feito pelo IBJR mostra que houve crescimento estimado de 101% no mercado clandestino de apostas depois da MP do governo Lula. O número representa mais R$ 28,1 bilhões movimentados ilegalmente por ano. Já a atividade total do setor teve queda estimada de R$ 12 bilhões anuais com a medida. Leia a íntegra (PDF – 731 kB). 

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Leonardo Gimenes.

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