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Campanha de Lula lança site contra “censura” da Meta

Campanha de Lula lança site contra “censura” da Meta

Site reúne relatos de bloqueios e restrições de alcance para embasar ações na Justiça Eleitoral

Reprodução/Internet – 20.out.2026

Isabella Luciano
de Brasília

20.out.2026 (terça-feira) – 18h03

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O site censuradigital.lula.com.br foi lançado na 4ª feira (14.out) para reunir relatos de apoiadores, militantes e usuários das plataformas sobre bloqueios e limitações de conteúdo.

O canal recebe queixas de quem teve publicações removidas, contas bloqueadas ou enfrentou dificuldades para impulsionar conteúdo nas plataformas. A campanha pretende ampliar a fiscalização a partir dos registros individuais coletados.

A iniciativa tem como alvo principal o Facebook, o Instagram e o WhatsApp. Segundo nota do PT sobre o site, o partido vem analisando, desde dezembro de 2025, reclamações de interferências na presença digital do presidente.

Os relatos coletados pelo canal servirão de base para ações junto à Justiça Eleitoral.

CONFLITO ELEITORAL COM A META

O caso ganhou força depois do resultado do 1º turno. Apoiadores do petista passaram a utilizar as redes sociais para aumentar o alcance da campanha de reeleição de Lula, em uma estratégia para tentar uma virada na disputa do 2º turno, que será realizado no domingo (25.out).

No sábado (10.out), depois de 5 dias dessa mobilização ativa nas redes, a campanha de Lula afirmou que a Meta tentava interferir na disputa presidencial ao apresentar uma sequência de falhas nas plataformas da empresa, incluindo restrições ao impulsionamento de publicações e oscilações no alcance de conteúdos favoráveis a Lula.

O PT entrou com ação no TSE sobre o caso. A campanha de Flávio também acionou a Corte. 

Na 5ª feira (15.out), Marco Aurélio Bellizze, ministro do TSE, proibiu a Meta de restringir a entrega de publicações relacionadas a candidatos à Presidência da República. A medida foi tomada depois de a campanha de Lula se queixar de restrições à distribuição de publicações nas plataformas da empresa.

Pela decisão, a Meta não poderá reduzir a distribuição de publicações, limitar recomendações ou restringir resultados de buscas de forma desigual entre as candidaturas. As restrições continuam permitidas quando determinadas em políticas aplicadas igualmente aos candidatos ou por determinação da Justiça.

Na 2ª feira (19.out), o ministro do TSE deu 24 horas para a Meta comprovar o cumprimento da decisão que determinou que a empresa adote medidas para garantir a igualdade entre as campanhas dos 2 candidatos.

Em resposta, apresentada nesta 3ª feira (20.out) em cumprimento ao pedido, a empresa afirmou que “os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória”. A Meta também afirmou que “não houve desídia nem resistência ao cumprimento das determinações” do TSE. Leia a íntegra da manifestação (PDF – 180 kB).

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Isabella Luciano.

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