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Café arábica cai 1,6% em Nova York com expectativa de alta nos estoques

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro fechou em queda de 1,60% nesta sessão de sexta-feira (23), cotado a US$ 3,07 por libra-peso.

Segundo análise da Barchart, a pressão sobre os preços está relacionada à expectativa de aumento dos estoques certificados na bolsa internacional. Relatos desta semana indicaram que quase 28 mil sacas de café arábica aguardavam classificação na bolsa, o maior volume em mais de um mês, o que pode ampliar a oferta disponível nas próximas sessões.

Apesar da pressão provocada pela expectativa de entrada de novos volumes, os estoques de arábica continuam em patamares historicamente baixos. Ao longo do último mês, o volume armazenado apresentou tendência de queda e permanece pouco acima da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro. Esse cenário limita a pressão de baixa sobre as cotações no médio prazo.

Cacau

As cotações futuras do cacau para entrega em dezembro na Bolsa de Nova York encerraram a sessão com alta de 0,18%, a US$ 5.592 por tonelada.

Segundo análise da Barchart, os preços do cacau enfrentam pressão do aumento dos estoques certificados na bolsa e de vendas técnicas. Durante a sessão, as cotações chegaram ao menor nível em duas semanas.

Outro fator de pressão veio da Nigéria, em que as exportações de cacau em grãos do país somaram 19.343 toneladas em setembro, avanço de 33% em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com relatos citados pela Barchart, a valorização do produto incentivou os exportadores a ampliar as vendas.

Os estoques de cacau da ICE também seguem em trajetória de alta desde o início do ano. Na quinta-feira, o volume atingiu 3.655.960 sacas, o maior patamar em dois anos e meio, ampliando a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado.

Açúcar

Os contratos futuros do açúcar para entrega em março fecharam em alta de 0,55% na Bolsa de Nova York, cotados a 20,24 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo análise da Barchart, as cotações receberam suporte após a  Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) divulgar que a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil recuou 5,6% em agosto, na comparação anual, para 7,089 milhões de toneladas.

As chuvas intensas registradas recentemente na região interromperam as operações de colheita e moagem da cana-de-açúcar, limitando a produção.

As preocupações com as condições climáticas também contribuem para sustentar os preços. De acordo com a Barchart, o desenvolvimento de um possível Super El Niño no Oceano Pacífico pode alterar o regime de chuvas no Brasil, na Índia e na Tailândia, três importantes regiões produtoras de açúcar, com riscos para a oferta mundial.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em janeiro encerrou a sessão na Bolsa de Nova York em queda de 0,35%, cotado a US$ 1,42 por libra-peso.

Algodão

O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou a sessão na Bolsa de Nova York em queda de 0,73%, cotado a 80,20 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, os contratos futuros da commodity chegaram a registrar ganhos durante o pregão, enquanto o petróleo bruto avançou US$ 3,42 por barril. O índice do dólar americano também apresentou alta de 0,238 ponto, em um cenário de movimentos distintos entre os mercados.

Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que os compromissos de exportação de algodão americano para a safra 2026/27 somam 5,449 milhões de unidades, volume 15% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar do crescimento anual, as vendas comprometidas representam 47% da projeção de exportações do USDA para a temporada. O percentual está abaixo dos 54% esperados para este momento do ciclo, indicando que as vendas externas ainda estão atrás do ritmo considerado necessário para alcançar a estimativa oficial.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por andressasimao.

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