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Meta diz que apps de edição podem causar bloqueios por IA

Meta diz que apps de edição podem causar bloqueios por IA

Empresa afirma que identifica automaticamente sinais de inteligência artificial nos arquivos e restringe publicações durante as eleições

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PODER360

23.out.2026 (sexta-feira) – 11h35

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A Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, informou que aplicativos de edição de fotos, vídeos e áudios podem inserir nos arquivos sinais técnicos de IA (inteligência artificial), mesmo quando utilizados em processos de edição. Essas marcações são identificadas automaticamente pela plataforma e provocam restrições durante o período eleitoral.

A explicação foi divulgada em um comunicado atualizado na 4ª feira (21.out.2026), antes do início da proibição temporária estabelecida pelo Tribunal Superior Eleitoral no domingo (25.out.2026). Leia a íntegra do comunicado (PDF – 198 kB).

A empresa declarou que muitos aplicativos de edição utilizam recursos de IA e incorporam aos arquivos indicadores padronizados para registrar o uso da tecnologia.

Segundo a Meta, esses sinais são lidos automaticamente e os conteúdos identificados ficam indisponíveis no Brasil para atender à legislação eleitoral.

O procedimento atinge publicações que não foram produzidas com IA generativa, mas apresentam marcações técnicas associadas ao uso da tecnologia.

META ESTIPULA RETORNO DOS POSTS

A Meta informou que a restrição começou à 0h de 5ª feira (22.out.2026) e será mantida até as 23h59 de 2ª feira (26.out.2026), no horário de Brasília.

De acordo com a empresa, os conteúdos temporariamente indisponibilizados voltarão a ficar visíveis no Brasil depois desse período.

A medida está relacionada à Resolução nº 23.755/2026, que proíbe a publicação, republicação e o impulsionamento de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas nas 72 horas anteriores à votação e nas 24 horas posteriores ao encerramento do pleito.

A norma não estabelece, de maneira geral, a proibição do uso de aplicativos de edição ou a divulgação de informações jornalísticas sobre os candidatos.

O comunicado da Meta não detalha se há revisão humana antes dos bloqueios nem quais procedimentos são adotados quando uma publicação é classificada incorretamente como conteúdo de IA.

MPF QUESTIONA MODERAÇÃO

Na 4ª feira (21.out), o Ministério Público Federal recomendou medidas urgentes para aumentar a transparência da moderação de conteúdos nas plataformas da Meta.

O órgão cobrou mecanismos de revisão humana, justificativas individualizadas para as restrições e restabelecimento imediato de publicações quando forem identificados erros.

A empresa informou anteriormente ao MPF que bloqueou automaticamente 206.910 conteúdos entre 1º e 5 de outubro, durante o 1º turno, utilizando critérios relacionados ao período de silêncio eleitoral e à identificação de IA.

O MPF considerou insuficientes as explicações apresentadas pela empresa e estabeleceu prazo de 48 horas para que informasse se acataria as novas recomendações.

A manifestação divulgada pela Meta em 21 de outubro de 2026 trata especificamente das restrições temporárias relacionadas à IA. Não constitui resposta à recomendação expedida pelo MPF naquele mesmo dia.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

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