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UE deve liberar frango e mel do Brasil em dezembro, diz delegação

UE deve liberar frango e mel do Brasil em dezembro, diz delegação

Comitê da Comissão Europeia deve reunir maioria para levantar embargo às exportações brasileiras

Agência Brasil

Leo Garfinkel

de Brasília

23.out.2026 (sexta-feira) – 11h24

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A UE (União Europeia) deve liberar em dezembro a retomada das importações de carne de frango e mel do Brasil, suspensas desde 3 de setembro. A estimativa foi passada ao Poder360 pela Delegação da União Europeia no Brasil, a missão diplomática do bloco em Brasília.

Na 4ª feira (21.out.2026), o Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da União Europeia concluiu a análise sobre a inspeção que veio ao Brasil verificar se as condições de produção de frango e de mel atendem às exigências do bloco. Em novembro, o colegiado votará para decidir se libera as importações dos 2 produtos.

Segundo a Delegação da UE, “tudo indica que se reunirá a maioria qualificada necessária para aprovar o levantamento do embargo”. Depois de aprovado, o processo para a retomada efetiva ainda pode demorar cerca de 20 dias, o que deve empurrar a liberação para dezembro.

Ao longo das últimas semanas, a UE já vinha indicando que deve liberar o frango e o mel do Brasil. Em nota divulgada na 4ª feira (21.out), a Comissão Europeia disse que os resultados da auditoria já foram apresentados e as conclusões foram positivas.

Técnicos da UE estiveram no Brasil de 4 de agosto e 4 de setembro de 2026 para verificar o cumprimento das regras do bloco sobre a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento e aumento de rendimento em animais –exigências que levaram ao veto de carne bovina e de frango, além de tripas, ovos, pescados e mel.

A eventual liberação para frango e mel não contemplará a carne bovina, que continua embargada. O processo para retomada das importações desse produto deve ser mais complexo e levar até 2 anos, já que a UE exige comprovação de que não há uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida do animal.

ENTENDA

A UE anunciou em 12 de maio que excluiria o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina e de frango, tripas, ovos, pescados e mel. O bloco afirmou que a indústria brasileira não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia que assegurassem que a carne e outros produtos de origem animal cumprem os requisitos da UE sobre antimicrobianos.

A medida foi oficializada em 5 de junho e começou a valer em 3 de setembro, quando terminou o prazo dado pelos europeus para as que as autoridades brasileiras revertessem o veto

A legislação da UE proíbe o uso de antimicrobianos para estimular o crescimento ou aumentar o rendimento dos animais. O bloco afirma que nenhuma carne consumida em seu território pode ter sido produzida com antimicrobianos para fins de crescimento ou aumento de rendimento.

Essas substâncias costumam ser aplicadas na pecuária para tratar ou prevenir infecções e acelerar o crescimento do rebanho. O receio é que o uso excessivo desses medicamentos na pecuária acelere o surgimento de bactérias, vírus, fungos e parasitas resistentes aos remédios usados para combatê-los.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Leo Garfinkel.

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