Prévia da inflação sobe 0,32% em outubro, pressionada por alimentos
IPCA-15 desacelera em relação a setembro, mas acumula alta de 4,62% em 12 meses, acima do teto da meta de inflação
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Simone Kafruni
de Brasília
23.out.2026 (sexta-feira) – 9h03
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O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), considerado a prévia da inflação oficial do Brasil, subiu 0,32% em outubro de 2026, segundo dados divulgados nesta 6ª feira (23.out.2026) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado representa uma desaceleração de 0,38 ponto percentual em relação a setembro, quando o indicador avançou 0,70%. Eis a íntegra (PDF – 348 kB).
Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 4,15% em 2026 e de 4,62% nos últimos 12 meses, acima dos 4,47% registrados no período imediatamente anterior. A taxa acumulada em 12 meses superou o teto de 4,5% da meta de inflação estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Em outubro de 2025, a prévia havia subido 0,18%.
ALIMENTOS
Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, 8 registraram alta em outubro. O grupo Alimentação e bebidas apresentou a maior variação, de 0,88%, e o maior impacto sobre o índice geral, de 0,19 ponto percentual.
O resultado mostra que os alimentos responderam por aproximadamente 59% da inflação registrada no mês.
As demais variações ficaram entre a queda de 0,10% em Habitação e a alta de 0,55% em Despesas pessoais.
HABITAÇÃO RECUA
O grupo Habitação foi o único a registrar queda em outubro, de 0,10%, depois de ter pressionado a inflação em setembro com a alta da energia elétrica residencial.
A variação negativa contribuiu para a desaceleração do índice mensal, apesar da pressão exercida pelos alimentos. A energia elétrica residencial recuou 0,89% com a mudança da bandeira tarifária amarela para verde.
INFLAÇÃO EM 12 MESES
Apesar da desaceleração mensal, o IPCA-15 acumulado em 12 meses passou de 4,47% em setembro para 4,62% em outubro, uma alta de 0,15 ponto percentual.
O resultado mantém a prévia da inflação acima do limite de tolerância da meta contínua, de 3%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
O indicador serve de referência para acompanhar a evolução dos preços antes da divulgação do IPCA, utilizado pelo Banco Central para avaliar o cumprimento da meta de inflação.
METODOLOGIA
O IPCA-15 considera famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange 11 áreas: as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
A metodologia é a mesma utilizada no IPCA. A diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Simone Kafruni.
