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Campanha de Flávio escala Deltan para analisar documentos de Lula

Campanha de Flávio escala Deltan para analisar documentos de Lula

Ex-procurador da Lava Jato foi escolhido para analisar registros do presidente e aliadores após quebra de sigilo autorizada

Sérgio Lima/Poder360 – 17.mai.2023

Ludmyla Barros

de Brasília

22.out.2026 (quinta-feira) – 11h25

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Segundo a campanha, Deltan tem conhecimento sobre a operação Lava Jato, incluindo “as teias que envolveram figuras centrais do PT e negócios ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha”.

“Se Lula afirma não ter nada a esconder, a documentação precisa ser examinada com rigor, independência e sem concessões. O que importa não é o discurso, mas o que os documentos efetivamente demonstram”, afirmou a campanha em nota.

QUEBRA DE SIGILO

O desafio para a quebra de sigilos foi lançado por Lula durante debate realizado pela Band no domingo (18.out), em São Paulo.

A defesa do presidente enviou autorização ao TSE, mas condicionou a liberação dos dados a uma medida recíproca da campanha do PL. Ou seja, os dados de Lula só serão liberados se os de Flávio também forem.

Flávio disse aceitar a proposta, mas protocolou petição com 19 condições para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico (íntegra – PDF – 415 kB). A campanha de Lula afirmou que o presidente não se opõe às exigências.

Entre os pedidos está a divulgação dos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de Gabinete da Presidência. A equipe petista afirma que ele também aceitou a proposta.

O pedido da defesa de Lula foi apresentado depois de a Polícia Federal enviar ao STF um inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, empresas ligadas a ele e o senador Flávio Bolsonaro. O inquérito chegou à Corte em 8.out.2026, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

LAVA JATO

Na Lava Jato, Dallagnol apresentou a primeira denúncia formal contra Lula no caso do triplex do Guarujá. A acusação ficou conhecida pela representação visual da tese em uma apresentação de PowerPoint.

Nos anos seguintes, instâncias superiores do Judiciário identificaram problemas processuais nos casos. Entre eles:

  • competência territorial – o Supremo Tribunal Federal decidiu que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos do triplex e do sítio de Atibaia.
  • mensagens vazadas – conversas privadas pelo Telegram revelaram diálogos entre Deltan e o então juiz Sergio Moro, no episódio que ficou conhecido como “Vaza Jato”.

As condenações de Lula nos casos do triplex e do sítio de Atibaia foram anuladas. Separadamente, o STF reconheceu a suspeição de Sergio Moro no processo do triplex e estendeu esse entendimento a outras ações envolvendo o petista.

MANDATO EM ANÁLISE

O Tribunal Superior Eleitoral adiou a análise do registro de candidatura do senador eleito Deltan Dallagnol, inicialmente marcada para 8 de outubro de 2026. Ainda não há nova data definida.

O relator do caso é o ministro Floriano de Azevedo Marques. Em 3 de outubro de 2026, o magistrado indeferiu o registro de candidatura de Dallagnol. Entendeu que o ex-procurador estava inelegível por 8 anos por ter deixado o Ministério Público Federal (MPF) em 2021, enquanto respondia a procedimentos disciplinares.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Ludmyla Barros.

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