Flávio gasta R$ 74,6 mi na campanha ante R$ 65,7 mi de Lula
Candidato do PL foca em otimização de anúncios e monitoramento, enquanto presidente investe em comícios, eventos rua e pesquisas
Infografia/Poder360 – 21.out.2026
Ludmyla Barros
de Brasília
22.out.2026 (quinta-feira) – 6h00
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Do total, Flávio declarou R$ 65,1 milhões referentes a gastos até o 1º turno (4.out) e R$ 9,5 milhões depois da 1ª etapa da disputa. Arrecadou R$ 95,5 milhões ao longo da campanha, por meio dos fundos partidário e eleitoral, além de doações de pessoas físicas.
Lula gastou R$ 65,6 milhões até 4 de outubro e só declarou R$ 36.000 até o momento referentes ao 2º turno. O atraso é comum, uma vez que os candidatos têm semanas depois do pleito para prestar contas. Somadas todas as receitas, o petista acumulou R$ 118,4 milhões até agora.
TETO DE GASTOS
Para as eleições de 2026, o TSE estipulou o limite de gastos da campanha presidencial em R$ 133,4 milhões ao longo do pleito. São R$ 88,9 milhões para o 1º turno e R$ 44,5 milhões para o 2º turno.
As despesas declaradas por Lula equivalem a 49,3% do limite permitido. As de Flávio correspondem a 55,9%. O 2º turno das eleições será realizado no domingo (25.out).
FLÁVIO NO MEIO DIGITAL
A campanha de Flávio Bolsonaro destinou R$ 13,1 milhões à Faro Propaganda e Publicidade Ltda., agência do marqueteiro Duda Lima. Entre os 10 maiores gastos, o candidato do PL manteve foco quase exclusivo no ambiente virtual, em análise de dados e monitoramento.
Flávio priorizou o uso de algoritmos, inteligência de dados, clipping de mídia em tempo real e comunicação direcionada. Não há, nos maiores gastos declarados, fornecedores focados em eventos físicos ou impressão em larga escala.
LULA NAS CAMPANHAS DE RUA
A estratégia foi outra no PT. A campanha de reeleição incluiu investimentos digitais, mas mesclou a estratégia com a ocupação de espaços físicos. Nos maiores gastos, conta com empresas especializadas em estrutura para eventos (iluminação, som e palanque) e a gráfica NMC, dedicada à produção massiva de material impresso (santinhos, banners e panfletos).
A campanha mirou ainda uma empresa de pesquisa (Soma), focado em levantamentos qualitativos e quantitativos de opinião pública em campo.
Ou seja, Flávio adota linha digital, voltada para otimização de anúncios, monitoramento de narrativas e controle de crise. Já Lula tem perfil tradicional, com investimentos em comícios, materiais impressos de rua e pesquisas.
PRAZOS DE DECLARAÇÃO
As informações no sistema DivulgaCand do TSE são atualizadas a cada hora. As doações financeiras recebidas devem ser informadas à Justiça Eleitoral em até 72 horas.
A regra para gastos é diferente. A consolidação do balanço financeiro do início da campanha foi enviada em 13 de setembro.
Na correria do 2º turno, é comum haver atraso no lançamento diário das notas fiscais no sistema DivulgaCand, fazendo com que os valores declarados pareçam baixos nos primeiros dias até a entrega do relatório final pós-pleito.
A prestação final de contas e os comprovantes de despesas do 1º e do 2º turnos devem ser entregues nas semanas seguintes às votações. Os números desta reportagem, portanto, são parciais.
DOAÇÕES E FUNDO
As campanhas eleitorais são financiadas prioritariamente com recursos públicos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário, mantidos pelos pagadores de impostos. A legislação permite doações de pessoas físicas, uso de recursos próprios dos candidatos, transferências partidárias e arrecadação com venda de bens e eventos.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Ludmyla Barros.
