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Campanha de Flávio minimiza áudio e diz que Bolsa Família seguirá forte

Campanha de Flávio minimiza áudio e diz que Bolsa Família seguirá forte

Daniella Marques defendeu transição de 2 anos para beneficiários que conseguirem emprego ou abrirem um negócio

Reprodução/X – Dani Marques

PODER360

19.out.2026 (segunda-feira) – 20h52

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A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta 2ª feira (19.out.2026) que não pretende acabar com o Bolsa Família e acrescentou que o programa seguirá forte em um eventual governo do candidato. A manifestação foi divulgada depois da repercussão de uma entrevista da coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, sobre uma proposta de transição de 2 anos para beneficiários do programa.

“Flávio Bolsonaro não irá acabar com o Bolsa Família. O PT está desesperado e espalha outra fake news sobre o Bolsa Família. Flávio Bolsonaro mais uma vez precisa vir a público e gravar um vídeo para restabelecer a verdade. O Bolsa Família seguirá forte e com mais garantias para quem precisa”, declarou a campanha em nota.

No áudio, Daniella afirma que a proposta sugere uma regra de transição de 2 anos para que beneficiários possam abrir o próprio negócio ou aceitar um emprego com carteira assinada. Segundo ela, haveria retorno automático ao programa caso a tentativa de conseguir renda própria não desse certo.

A economista também citou a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste como instituições de apoio financeiro à iniciativa. A proposta incluiria crédito para pequenos empreendedores, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas para oferecer cursos.

Ouça (47s):

O PT usou a declaração de Daniella para cobrar um posicionamento do senador sobre o futuro do programa social e os cortes em programas sociais.

Flávio publicou um vídeo nas redes sociais para negar que pretenda encerrar o Bolsa Família em 2 anos. O senador afirmou que os beneficiários poderão continuar recebendo o auxílio por até 2 anos depois de conseguir um emprego formal ou abrir uma empresa.

Assista ao vídeo de Flávio Bolsonaro negando que irá encerrar o Bolsa Família em 2 anos (1min58s):

BOLSA FAMÍLIA

Para ter direito ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218.

O programa já conta com uma regra de proteção vigente. Famílias cujas rendas ultrapassem o teto de elegibilidade não perdem o benefício de imediato; elas podem continuar recebendo 50% do valor original por até 18 meses, de acordo com a legislação em vigor.

A pauta foi explorada por apoiadores do petista no 2º turno contra Flávio Bolsonaro. A ex-presidente da Caixa rebateu o que classificou de desinformação do PT sobre eventuais cortes sociais em um eventual governo. 

“Não iremos cortar programas sociais. Nós iremos cortar os privilégios em Brasília, férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública e fechar o buraco das estatais para que a gente tenha um Estado mais eficiente”, afirmou.

Leia a íntegra da declaração de Daniella Marques:

“Em relação ao plano econômico, hoje existe uma questão crítica, e eu digo que economia é uma ciência, não tem a ver com ideologia, né? Não tem R$ 100 do bolso esquerdo ou do bolso direito; tem aquilo que você compara com R$ 100, e todo mundo sabe que tá comparando pouco.

“Então existe um efeito do endividamento deste governo, né? Esse governo gastou mais de 10% do PIB em dívida, são mais de R$ 11 trilhões, que fez com que o Brasil tivesse a maior taxa de juro real do mundo. E isso arrastou as empresas e as famílias. São mais de 9 milhões de CNPJs inadimplentes e hoje mais de 80 milhões de brasileiros estão com o seu nome sujo.

“Então, o 1º pilar do nosso plano é justamente colocar as contas do país no azul, para justamente a gente voltar a ter juros mais baixos. E colocar as contas no azul.

“O PT vem fazendo uma campanha criminosa de fake news, dizendo que o Flávio Bolsonaro vai cortar programas sociais ou aposentados. Não vamos, não iremos. Nós iremos cortar os privilégios em Brasília: férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública, fechar o buraco das estatais, para que a gente tenha um Estado mais eficiente e possa justamente focar naquilo que é prioridade.

“O 2º pilar do nosso plano é justamente colocar o Brasil para crescer com menos impostos e menos burocracia. Então é onde está o nosso ‘tesouraço’: é nos impostos e na burocracia. Também fazem uma campanha criminosa dizendo que é nos programas sociais, mentem para as pessoas mais necessitadas e não é verdade isso. Não acreditem, pesquisem nosso plano de governo.

“Hoje o Brasil é um inferno para quem quer abrir um negócio. Tem que pegar licença da vigilância sanitária, uma mulher tem que ir no bombeiro, ela não consegue acesso a crédito, tem licenciamento ambiental quando é um pequeno negócio com descarte de óleo ou de outros produtos. Tudo isso coloca o Brasil nas últimas cinco posições do ranking mundial de competitividade. A gente vai atacar essa questão do custo Brasil e botar o tesouraço nos impostos e na burocracia, para que seja menos pesado produzir no Brasil e botar o Brasil para crescer.

“E aí o coração do plano, André, que o Flávio falou muito ontem no debate, é justamente a gente focar na prosperidade do brasileiro, colocar o brasileiro para crescer junto com o Brasil. Estão preservadas as proteções sociais, mas a gente quer que todo brasileiro, na etapa de vida que tiver, os beneficiários do Bolsa Família, aquele que já empreende e é MEI, aquele que é micro, todos nessa etapa tenham um plano para que o Estado apoie e eles cresçam mais: crédito, capacitação, parceria com empresas privadas para oferecer cursos livres para se capacitar e conseguir um emprego melhor.

“E principalmente quem tá no Bolsa Família, André, vai ter uma regra de transição, como teve na época do presidente Bolsonaro, de 2 anos, para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada com uma regra de transição por 2 anos e um retorno automático caso dê errado.

“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com algo mais, com mais oportunidade, com mais dignidade, e é justamente nisso que a gente quer focar.

“Esse é o coração do plano do Flávio. Por isso ele vai criar o Ministério da Prosperidade, ele falou disso muito ontem, e esse Ministério da Prosperidade é focado em colocar o brasileiro para crescer junto com o Brasil e voltar a construir patrimônio e riqueza para a sua família, realizar os seus sonhos, tirar os seus sonhos do paper.

“A Caixa vai ser o grande braço de apoio para isso, assim como o Banco do Nordeste, para ser o banco do pequeno empreendedor, para oferecer crédito. E principalmente para fechar, teremos um plano emergencial. Dado essa tentativa desesperada do Lula de se reeleger, teve um efeito econômico pior do que o da pandemia em termos de empresas quebradas ou endividadas, né? E a gente vai precisar de um plano emergencial para tirar as famílias e as empresas do buraco.

“Ele também anunciou isso no debate ontem: esse plano emergencial vai permitir que as famílias tenham carência de 6 meses para reestruturar suas dívidas, assim como as empresas terão, as micro e pequenas empresas, carência de 12 meses para recompor a capacidade de pagamento.

“Colocando com o Flávio Bolsonaro as contas do Brasil no lugar, o juro vai cair e elas vão poder renegociar essas dívidas e ganhar fôlego de novo para poder voltar a encher o carrinho de supermercado, tendo uma parcela que cabe no bolso da família ou no fluxo de caixa das empresas. Essa é a grande prioridade do nosso plano de governo: que o Estado seja a ponte para que as pessoas cresçam e voem sozinhos”.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

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