Campanha de Flávio propõe transição de 2 anos no Bolsa Família
Daniella Marques sugeriu 24 meses para que o beneficiário deixe o programa; Flávio, em seguida, mudou o tom e prometeu o benefício por até 2 anos mesmo depois de conseguir um emprego
Flavio Bolsonaro / Youtube – 17.jul.2026
PODER360
19.out.2026 (segunda-feira) – 18h14
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A proposta estipula retorno automático ao benefício para quem tentar sair do programa e não conseguir uma oportunidade de emprego ou renda nesse período de 24 meses. Marques apresentou a medida em entrevista à rádio CBN Bahia nesta 2ª feira (19.out.2026).
“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família; aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada, e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade. É justamente nisso que a gente quer concentrar-se, esse é o coração do plano do Flávio”, afirmou Marques.
A coordenadora também indicou que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste seriam os braços de apoio financeiro para essa transição. “A Caixa vai ser o grande braço de apoio para isso, assim como o Banco do Nordeste, para ser o banco do pequeno empreendedor, para oferecer crédito”, disse.
De acordo com Marques, Flávio ainda pretende criar o chamado “Ministério da Prosperidade”, que ajudaria a população a abandonar o Bolsa Família com a concessão de crédito para abrir um novo negócio, além de oferecer capacitação.
O plano de governo de 76 páginas apresentado por Flávio durante sua campanha ao Planalto não cita a proposta, o programa Bolsa Família ou o “Ministério da Prosperidade”. Leia a íntegra (PDF – 19 MB).
Em seu perfil oficial no Instagram, Flávio Bolsonaro falou sobre a medida e deu outro tom. Disse que os beneficiários ainda receberão o Bolsa Família por até 2 anos depois de conseguir um emprego de carteira assinada ou de abrir a própria empresa.
“Você que recebe o Bolsa Família, fica tranquilo, o seu benefício está garantido porque eu vou cuidar de você. O que é que eu estou fazendo de proposta que é muito melhor do que isso? É para incentivar você, caso você queira, quando você arrumar um emprego de carteira assinado, você abrir a própria empresa, você continua recebendo o seu Bolsa Família por até 2 anos. Não é bem diferente? O que que eu quero com isso? Eu quero que você cresça”, disse Flávio.
BOLSA FAMÍLIA
Para ter direito ao Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218.
O programa já conta com uma regra de proteção vigente. Famílias cujas rendas ultrapassem o teto de elegibilidade não perdem o benefício de imediato; elas podem continuar recebendo 50% do valor original por até 18 meses, de acordo com a legislação em vigor.
A pauta foi explorada por apoiadores do petista no 2º turno contra Flávio Bolsonaro. A ex-presidente da Caixa rebateu o que classificou de desinformação do PT sobre eventuais cortes sociais em um eventual governo.
“Não iremos cortar programas sociais. Nós iremos cortar os privilégios em Brasília, férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública e fechar o buraco das estatais para que a gente tenha um Estado mais eficiente”, afirmou.
PLANO EMERGENCIAL
Marques anunciou ainda um plano emergencial para reestruturar dívidas de famílias e empresas acumuladas durante o atual governo. Segundo ela, o plano daria carência de 6 meses para que famílias reorganizem suas dívidas. Micro e pequenas empresas teriam parazo de 12 meses para recompor a capacidade de pagamento.
O ajuste fiscal prometido pela campanha de Flávio teria como foco a redução de impostos e burocracia, não cortes em programas sociais. Marques descreveu o Brasil como “um inferno para abrir um negócio” e apontou a prosperidade do cidadão como objetivo central do plano econômico.
Para Marques, o controle das contas públicas seria um dos pilares do plano econômico do PL, com o objetivo de reduzir a dívida e permitir uma queda dos juros reais. Ela avaliou que o patamar atual dos juros provoca endividamento severo tanto para pessoas físicas quanto para empresários.
Leia a íntegra da declaração de Daniella Marques:
“Em relação ao plano econômico, hoje existe uma questão crítica, e eu digo que economia é uma ciência, não tem a ver com ideologia, né? Não tem R$ 100 do bolso esquerdo ou do bolso direito; tem aquilo que você compara com R$ 100, e todo mundo sabe que tá comparando pouco.
“Então existe um efeito do endividamento deste governo, né? Esse governo gastou mais de 10% do PIB em dívida, são mais de R$ 11 trilhões, que fez com que o Brasil tivesse a maior taxa de juro real do mundo. E isso arrastou as empresas e as famílias. São mais de 9 milhões de CNPJs inadimplentes e hoje mais de 80 milhões de brasileiros estão com o seu nome sujo.
“Então, o 1º pilar do nosso plano é justamente colocar as contas do país no azul, para justamente a gente voltar a ter juros mais baixos. E colocar as contas no azul.
“O PT vem fazendo uma campanha criminosa de fake news, dizendo que o Flávio Bolsonaro vai cortar programas sociais ou aposentados. Não vamos, não iremos. Nós iremos cortar os privilégios em Brasília: férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública, fechar o buraco das estatais, para que a gente tenha um Estado mais eficiente e possa justamente focar naquilo que é prioridade.
“O 2º pilar do nosso plano é justamente colocar o Brasil para crescer com menos impostos e menos burocracia. Então é onde está o nosso ‘tesouraço’: é nos impostos e na burocracia. Também fazem uma campanha criminosa dizendo que é nos programas sociais, mentem para as pessoas mais necessitadas e não é verdade isso. Não acreditem, pesquisem nosso plano de governo.
“Hoje o Brasil é um inferno para quem quer abrir um negócio. Tem que pegar licença da vigilância sanitária, uma mulher tem que ir no bombeiro, ela não consegue acesso a crédito, tem licenciamento ambiental quando é um pequeno negócio com descarte de óleo ou de outros produtos. Tudo isso coloca o Brasil nas últimas cinco posições do ranking mundial de competitividade. A gente vai atacar essa questão do custo Brasil e botar o tesouraço nos impostos e na burocracia, para que seja menos pesado produzir no Brasil e botar o Brasil para crescer.
“E aí o coração do plano, André, que o Flávio falou muito ontem no debate, é justamente a gente focar na prosperidade do brasileiro, colocar o brasileiro para crescer junto com o Brasil. Estão preservadas as proteções sociais, mas a gente quer que todo brasileiro, na etapa de vida que tiver, os beneficiários do Bolsa Família, aquele que já empreende e é MEI, aquele que é micro, todos nessa etapa tenham um plano para que o Estado apoie e eles cresçam mais: crédito, capacitação, parceria com empresas privadas para oferecer cursos livres para se capacitar e conseguir um emprego melhor.
“E principalmente quem tá no Bolsa Família, André, vai ter uma regra de transição, como teve na época do presidente Bolsonaro, de 2 anos, para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada com uma regra de transição por 2 anos e um retorno automático caso dê errado.
“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com algo mais, com mais oportunidade, com mais dignidade, e é justamente nisso que a gente quer focar.
“Esse é o coração do plano do Flávio. Por isso ele vai criar o Ministério da Prosperidade, ele falou disso muito ontem, e esse Ministério da Prosperidade é focado em colocar o brasileiro para crescer junto com o Brasil e voltar a construir patrimônio e riqueza para a sua família, realizar os seus sonhos, tirar os seus sonhos do paper.
“A Caixa vai ser o grande braço de apoio para isso, assim como o Banco do Nordeste, para ser o banco do pequeno empreendedor, para oferecer crédito. E principalmente para fechar, teremos um plano emergencial. Dado essa tentativa desesperada do Lula de se reeleger, teve um efeito econômico pior do que o da pandemia em termos de empresas quebradas ou endividadas, né? E a gente vai precisar de um plano emergencial para tirar as famílias e as empresas do buraco.
“Ele também anunciou isso no debate ontem: esse plano emergencial vai permitir que as famílias tenham carência de 6 meses para reestruturar suas dívidas, assim como as empresas terão, as micro e pequenas empresas, carência de 12 meses para recompor a capacidade de pagamento.
“Colocando com o Flávio Bolsonaro as contas do Brasil no lugar, o juro vai cair e elas vão poder renegociar essas dívidas e ganhar fôlego de novo para poder voltar a encher o carrinho de supermercado, tendo uma parcela que cabe no bolso da família ou no fluxo de caixa das empresas. Essa é a grande prioridade do nosso plano de governo: que o Estado seja a ponte para que as pessoas cresçam e voem sozinhos”.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.
