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Lula cobra responsabilidade fiscal para atrair investimentos

Lula cobra responsabilidade fiscal para atrair investimentos

No conselho de minerais críticos, presidente diz que ninguém põe dinheiro numa economia desordenada ou sem regras claras

Sérgio Lima/Poder360 – 5.Nov.2026

Lara Brito

de Brasília

5.nov.2026 (quinta-feira) – 19h01

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 5ª feira (5.nov.2026) que o Brasil só vai atrair capital privado para a mineração se mantiver as contas em ordem e der segurança jurídica a quem investe. A fala foi na 1ª reunião do Cimce (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), no Palácio do Planalto.

Segundo Lula, o investidor só aporta recursos se enxergar benefício para os próprios objetivos e retorno financeiro. “Ninguém vai colocar dinheiro aqui por causa dos belos cabelos do Lula e do Alckmin”, disse.

O presidente defendeu “responsabilidade jurídica” e “responsabilidade fiscal”. Afirmou que o governo não pode “brincar” com as parcerias que pretende fechar no setor.

Lula disse que, para atrair capital, o país precisa ter “uma economia arrumada”. “Ninguém vai querer vir fazer investimento numa economia totalmente desordenada”, declarou. Ele afirmou que os investidores querem saber se o governo está “falando sério”.

Estado e parceiros

O petista disse que o governo não quer o Estado como “senhor supremo” da exploração e da industrialização dos minerais. Segundo ele, a proposta é construir parcerias, inclusive com outros países que queiram participar do processo.

Lula afirmou que a criação do conselho é “um instante de muita seriedade” e que o Brasil precisa atrair interessados em “trabalhar conosco”.

Recado a quem investe

Em outro trecho, o presidente disse que o governo precisa provar que a escolha dos eleitores “valeu a pena”. Ele citou a reeleição para argumentar que o país tem agora um projeto de soberania a executar.

A fala segue o discurso de integrantes do governo na mesma reunião. A Casa Civil, que preside o colegiado, afirmou depois do encontro que o conselho é “porta de entrada” para investimentos com segurança jurídica. Disse que o objetivo não é afugentar capital.

O representante da CNI no conselho, Avila Nóbrega, pediu regras “estáveis e previsíveis”. Segundo ele, os projetos do setor têm alto risco, grande porte e longo prazo de maturação.

Contrapartida

Lula também ligou o investimento privado a retorno para o país. Disse que não quer deixar “buraco nas cidades”, mas escolas, empregos de qualidade e universidades.

O governo ainda não definiu como será a triagem de operações societárias. Não há piso de valor nem prazo para o conselho analisar os negócios. O tema deve voltar à pauta na 2ª reunião, a partir de 20 de novembro, e as regras serão publicadas em decreto.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Lara Brito.

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