Copom mantém Selic em 13,75% e confirma aposta do mercado
BC interrompe a sequência de reduções da taxa básica de juros; maioria das instituições financeiras esperava manutenção após aumento das incertezas fiscais
Sérgio Lima/Poder360 – 13.jan.2024
Simone Kafruni
de Brasília
4.nov.2026 (quarta-feira) – 18h32
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O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano nesta 4ª feira (4.nov.2026).
A decisão confirmou a expectativa da maioria das instituições financeiras, que apostava na interrupção do ciclo de cortes depois do aumento das incertezas fiscais e da volatilidade do mercado após as eleições presidenciais.
A decisão foi anunciada depois da reunião de 2 dias do colegiado, realizada na 3ª feira (3.nov) e nesta 4ª feira (4.nov). Com a manutenção, o Banco Central interrompe a sequência de reduções da taxa básica, que havia chegado a 13,75% em setembro, quando o Copom cortou os juros em 0,25 ponto percentual.
MERCADO ACERTOU
A manutenção da Selic confirmou a expectativa predominante entre os agentes financeiros. Levantamento com 105 instituições, divulgado antes da decisão, mostrou que 72 apostavam na estabilidade dos juros em 13,75%, enquanto 33 esperavam um novo corte de 0,25 ponto percentual, para 13,50%.
As projeções indicavam que 68,6% das instituições consultadas esperavam a manutenção da taxa, contra 31,4% que projetavam redução.
A mudança nas expectativas se deu depois do 2º turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito.
A reação do mercado financeiro ao resultado eleitoral incluiu alta do dólar, queda da Bolsa brasileira e elevação dos juros futuros. O movimento aumentou as dúvidas sobre o espaço para novas reduções da Selic no curto prazo.
Antes das eleições, parte do mercado esperava que o Banco Central continuasse o ciclo de flexibilização monetária em novembro.
PRÓXIMOS PASSOS
A próxima reunião do Copom está marcada para 8 e 9 de dezembro de 2026. O mercado acompanhará os próximos indicadores de inflação, atividade econômica e as medidas fiscais anunciadas pelo governo para avaliar quando o Banco Central poderá retomar a redução dos juros.
A ata da reunião desta 4ª feira (4.nov) será divulgada em 10 de novembro e trará mais detalhes sobre os fatores considerados pelo colegiado.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Simone Kafruni.
