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Sóstenes diz que PL reivindicará comando de 7 comissões na Câmara

Sóstenes diz que PL reivindicará comando de 7 comissões na Câmara

Líder afirma que partido pode ficar fora de bloco parlamentar, mas regimento não garante automaticamente as presidências

Mariana Aquino/Poder360 – 3.nov.2026

Mariana Aquino

de Brasília

3.nov.2026 (terça-feira) – 22h47

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O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou, nesta 3ª feira (3.nov.2026), que o partido calcula ter direito à presidência de 7 comissões permanentes a partir de 2027. A declaração foi dada a jornalistas na sede da legenda, no complexo Brasil 21, em Brasília, depois de uma reunião de líderes para discutir as eleições das Mesas Diretoras do Congresso.

“Temos um mapeamento do que é o nosso direito regimental, que, neste caso, são 7 comissões permanentes”, disse.

Assista ao vídeo de Sóstenes (49s):

Sóstenes afirmou que o PL ainda não definiu quais colegiados pretende comandar. Segundo ele, a ordem de escolha dependerá de eventual composição com outros partidos na disputa pela presidência da Câmara.

O deputado citou negociações anteriores, quando, segundo ele, a legenda abriu mão de espaços em comissões para viabilizar um acordo. Desta vez, defendeu que a distribuição respeite a proporcionalidade partidária, mesmo que o PL fique fora de um bloco parlamentar.

“Estando no bloco é uma ordem de pedidas, estando fora do bloco é outra ordem de pedidas”, afirmou.

Apesar da reivindicação, o Regimento Interno da Câmara não garante automaticamente ao PL o comando dos 7 colegiados. A proporcionalidade orienta a distribuição das vagas entre partidos e blocos, mas os presidentes das comissões são eleitos pelos próprios integrantes, conforme o artigo 39.

A discussão ocorre diante das divergências internas do PL sobre apoiar ou não Hugo Motta (Republicanos-PB) na eleição para a presidência da Câmara, marcada para fevereiro de 2027. Parte dos deputados defende manter a independência da legenda, mesmo que isso signifique perder espaços na estrutura da Casa.

Presidência da CCJ

Mais cedo, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que prefere abrir mão da presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) a apoiar Motta. Para ele, o partido deve priorizar sua identidade política em vez de negociar cargos.

Sóstenes, por sua vez, disse que o PL não descarta ficar isolado nas negociações. “Estar isolado em um 1º momento não significa uma má estratégia”, declarou.

A decisão sobre o posicionamento da bancada foi adiada para 11 de novembro, quando também serão ouvidos os 32 novos deputados eleitos. O líder afirmou que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, respeitará a posição definida pelos congressistas.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Mariana Aquino.

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