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Flávio fala em perseguição de Moraes e anuncia reação jurídica

Flávio fala em perseguição de Moraes e anuncia reação jurídica

Dos EUA, senador criticou a decisão do STF e afirmou que está com a mulher e as filhas

Reprodução/Instagram @flaviobolsonaro -30.out.2026

Mariana Aquino

de Brasília

30.out.2026 (sexta-feira) – 22h36

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, na noite desta 6ª feira (30.out.2026), que considera uma perseguição política a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a apreensão de seus passaportes e o proibiu de deixar o Brasil. Disse que seus advogados tomarão providências, mas não detalhou quais medidas serão adotadas.

A declaração foi feita durante uma live no Instagram, na 1ª aparição em vídeo do senador desde que fugiu do Brasil, na 3ª feira (27.out), apesar da restrição judicial.

“A parte jurídica, os advogados já vão tomar as providências”, declarou. Flávio também disse que está com a mulher, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas nos Estados Unidos. Afirmou que a situação não tem sido fácil para a família, mas que estar ao lado delas foi um dos motivos para deixar o país.

“Pelo menos eu estou junto aqui com a minha esposa, com a Fernanda, junto com as minhas duas filhas”, declarou. Segundo ele, a família ainda está abalada com os acontecimentos.

DECISÃO DE MORAES

Flávio relatou que tomou conhecimento da decisão judicial na 2ª feira (26.out), ao deixar a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), depois de visitá-lo por 30 minutos.

Segundo o senador, agentes da Polícia Federal o aguardavam na saída do imóvel para comunicar a apreensão de seus passaportes e a proibição de viajar ao exterior.

“Pai, começou a perseguição, até um pouco antes do que eu imaginava que começaria”, afirmou ter dito ao ex-presidente.

Flávio declarou que a decisão foi tomada pouco depois do anúncio do resultado das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral. Também questionou a investigação relacionada a contas bancárias de uma empresa ligada a Willer Tomaz e negou qualquer envolvimento.

O senador disse ainda que Moraes agiu sem ouvir previamente a Procuradoria Geral da República e classificou a medida como uma tentativa de intimidação.

“Eu perdi para o sistema, eu não perdi para o meu adversário”, declarou.

Flávio foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das eleições, realizado em 25 de outubro. O petista foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, ante 48,21% do senador.

FUGA DE FLÁVIO

Na 3ª feira (27.out), Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil, acompanhado da mulher e das duas filhas adolescentes do casal, por se sentir ameaçado com eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O magistrado avalizou o pedido da PF para apreender os documentos de Flávio e proibi-lo de sair do país. Leia a linha do tempo do caso aqui.

Leia os highlights do comunicado de Flávio:

  • saudação – “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”;
  • Milei e Trump – elogia o argentino pela “coragem, senso de justiça e legalidade”, e afirma que o norte-americano é um “grande defensor da liberdade de expressão”;
  • teoria da conspiração – usa uma tese imprecisa (leia mais aqui) para sugerir ser impossível uma virada de Lula;
  • horário prorrogado – afirma que a decisão de estender a votação até 19h permitiu a Lula receber os votos necessários para vencer –no entanto, só 34.808 votos foram registrados das 17h às 19h;
  • alvo de perseguição – “O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment”;
  • nega fuga depois de fugir – “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança”;
  • comparações com outras figuras públicas – no manifesto, Flávio se compara a Rui Barbosa, Floriano Peixoto, Charles de Gaulle, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina;
  • ainda é o líder da oposição – “Sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Mariana Aquino.

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