Subsídios com combustíveis custam R$ 7,6 bilhões em setembro
Imposto sobre exportação de petróleo arrecada R$ 2,9 bilhões; receitas de exploração de recursos naturais crescem 71,9%
Sérgio Lima/Poder360 4.nov.2021
Simone Kafruni
de Brasília
29.out.2026 (quinta-feira) – 11h21
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O governo federal destinou R$ 7,6 bilhões a subvenções econômicas à produção e à importação de diesel rodoviário e de combustíveis derivados do petróleo em setembro de 2026. Os gastos integram as medidas adotadas para reduzir os impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta 5ª feira (29.out.2026).
No mesmo mês, a arrecadação com o imposto de exportação sobre o petróleo bruto somou R$ 2,9 bilhões. A cobrança foi alterada pelo governo federal como parte das medidas relacionadas à alta dos preços internacionais do petróleo.
Além do imposto, as receitas provenientes da exploração de recursos naturais cresceram 71,9% em termos reais na comparação com setembro de 2025, um aumento de R$ 5,7 bilhões.
Segundo o Tesouro, o avanço foi impulsionado pela elevação do preço internacional do barril, pelo crescimento da produção e pelas receitas de comercialização de petróleo e gás natural da União pela PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.).
GASTOS ACUMULADOS
De janeiro a setembro, as subvenções econômicas relacionadas à produção, comercialização e importação de combustíveis derivados do petróleo somaram R$ 15,4 bilhões. Essas despesas contribuíram para o crescimento dos créditos extraordinários, que aumentaram R$ 20,6 bilhões em termos reais no acumulado do ano.
Do lado da arrecadação, as receitas de exploração de recursos naturais avançaram R$ 23,8 bilhões em termos reais nos 9 primeiros meses de 2026, alta de 23%.
O imposto de exportação sobre o petróleo bruto também contribuiu para o crescimento das receitas administradas pela Receita Federal. Segundo o Tesouro, as alterações tributárias elevaram os recolhimentos a partir de maio.
O relatório não discrimina o valor total arrecadado com esse imposto de janeiro a setembro, mas informa que a cobrança contribuiu para o aumento de R$ 24,5 bilhões nas demais receitas administradas pela Receita Federal.
O crescimento das receitas petrolíferas ajudou o Governo Central a registrar superavit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro, ante deficit de R$ 14,4 bilhões no mesmo mês de 2025.
Apesar do resultado positivo, o governo acumula deficit de R$ 90,2 bilhões no ano.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Simone Kafruni.
