Reação do mercado na 2ª feira foi “de posição”, diz Durigan
Ministro da Fazenda não acredita que seja uma desconfiança em relação às contas públicas; dólar subiu e Bolsa caiu
Bruna Rossi/Poder360 – 27.out.2026
Bruna Rossi
de Brasília
27.out.2026 (terça-feira) – 10h36
atualizado: 27.out.2026 (terça-feira) – 10h55
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta 3ª feira (27.out.2026) que a reação do mercado na 2ª feira (26.out.2026) depois da eleição presidencial foi “de posição” por causa das expectativas que o próprio mercado adotou. Declarou não acreditar que seja uma desconfiança dos investidores em relação às contas públicas.
“O mercado estava apostando em uma vitória eleitoral de um determinado candidato. O presidente Lula, em uma vitória histórica, desbancou a expectativa do mercado. E agora o mercado troca de posição”, afirmou Durigan em entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda.
O ministro disse esperar que nesta 3ª feira (27.out) seja mantido no mercado “um nível de racionalidade sem grandes oscilações”. Às 10h54, o dólar estava em queda de 1,71%, a R$ 5,311, e a Bolsa em alta de 0,30%, a 177.131,69 pontos.
Durigan falou também sobre a recompra de títulos públicos que o Tesouro Nacional realizou na 2ª feira (26.out) por causa do nervosismo do mercado. Disse que isso ajudou o governo “a dar uma estabilidade”.
“Hoje, já estamos entrando em um momento de racionalidade. Buscamos, nesta semana, estabilizar”, afirmou Durigan.
O ministro disse também que pode haver uma nova recompra de títulos públicos nesta 3ª feira (27.out).
Alta do dólar e queda da Bolsa
A disparada refletiu a frustração dos investidores pelo resultado das eleições, que contrariou as expectativas de parte do mercado financeiro, que apostava na vitória de Flávio Bolsonaro (PL). O senador era visto por investidores como um candidato mais disposto a promover um ajuste fiscal e conter o avanço das despesas públicas.
O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 13,88% na 2ª feira (26.out). Foi a 3ª maior queda diária desde o início da pandemia de covid-19 e a 5ª maior desde 1994, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Bruna Rossi.
