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Live Poder Eleições: assista às análises dos resultados do 2º turno

Live Poder Eleições: assista às análises dos resultados do 2º turno

João Paulo Cunha, Janio de Freitas, Joice Hasselmann, Danilo Forte, Helder Barbalho Filho e outros convidados participaram; Fernando Rodrigues fez análise final

Poder360

Bárbara Pinheiro

de Brasília

27.out.2026 (terça-feira) – 6h00

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O Poder360 realizou no domingo (25.out.2026) uma live especial do Poder Eleições para acompanhar a apuração do 2º turno das eleições de 2026.

A transmissão durou 7h20 e teve mais de 218 mil visualizações. Os editores sêniores Guilherme Waltenberg e Paulo Silva Pinto acompanharam em tempo real a contagem dos votos para presidente da República e para os governos de: Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Espírito Santo e Tocantins.

Assista à íntegra (7h20min32s):

A transmissão iniciou às 15h30 com o “Esquenta” apresentado pelo editor Jonathan Karter. Foi mostrado o dia dos candidatos, a votação de brasileiros no exterior, a última pesquisa PoderData/Aya, além da discussão de outros temas que marcaram a campanha, como o pacote das bondades.

Ao fim da live, o diretor de Redação do Poder360, Fernando Rodrigues, analisou a virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os desafios do 4º mandato do petista. Lula é o 1º político escolhido 4 vezes pelo voto direto para comandar o país. O candidato do PT teve 51,79%. Seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), teve 48,21%.

Fernando Rodrigues disse que a reeleição do presidente Lula é uma vitória “excepcional” e inédita na história política do Brasil. Rodrigues declarou que Lula praticamente dobrou a margem de votos obtida em 2022, quando derrotou Jair Bolsonaro (PL) por aproximadamente 2,13 milhões de votos há 4 anos. Desta vez, o petista superou Flávio por cerca de 4,3 milhões de votos.

O diretor de Redação classificou o resultado como algo sem precedente nas 10 eleições diretas para a Presidência realizadas no país, já que nenhum candidato havia chegado ao 2º turno em 2º lugar e saído vencedor.

Fernando Rodrigues analisa virada de Lula e desafios do 4º mandato. Assista (13min37s):

Entre os convidados, participaram da transmissão estão: o vice-presidente da Juventude do MDB-PA Helder Barbalho Filho; a ex-líder do Governo Bolsonaro na Câmara Joice Hasselmann; o analista Marcello D’Angelo; o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT); o deputado federal Danilo Forte (PP-CE); o advogado especialista em direito eleitoral Gustavo Guedes; e os jornalistas e articulistas do Poder360 José Paulo Kupfer e Janio de Freitas.

Assista abaixo às principais análises da campanha no 2º turno e dos resultados da apuração:

Helder Barbalho Filho

Helder Barbalho Filho, filho do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), declarou que a esquerda cometeu um erro ao não investir na comunicação digital durante os últimos 4 anos. Segundo ele, a falta de atuação nas redes sociais prejudicou a campanha do presidente Lula no 1º turno das eleições.

Helder Filho disse que a mobilização de jovens, artistas e influenciadores nas redes sociais foi decisiva para ampliar o engajamento de apoiadores de Lula na reta final da disputa.

Esquerda errou ao ignorar redes nos últimos anos, diz Helder Filho. Assista (10min5s):

João Paulo Cunha

O ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT) disse que o desempenho da campanha Lula melhorou significativamente depois do 1º turno, impulsionado pela mobilização popular nas ruas.

Cunha atribuiu a melhora à pressão dos movimentos sociais, que, segundo ele, levaram estudantes, idosos, aposentados e mulheres às ruas com “pautas concretas”, como a defesa do ProUni, do Fies e das universidades públicas, e a oposição ao avanço do feminicídio. O deputado eleito também destacou o uso intensificado de Lula nas redes sociais como fator decisivo no 2º turno.

Assista (15min38s):

Joice Hasselmann

A ex-deputada federal Joice Hasselmann afirmou que decidiu votar em Lula no 2º turno das eleições, depois de 25 anos de oposição ao petista e ao partido. Ex-líder do Governo de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, ela disse que a decisão foi motivada pelo receio de um eventual governo de Flávio.

Joice declarou que sua mudança de posição não significa uma aproximação ideológica com o PT, mas uma escolha diante dos 2 candidatos que disputam a Presidência.

Joice diz que votou em Lula após 25 anos de oposição ao PT. Assista (9min41s):

Danilo Forte

O deputado federal afirmou que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar a votação do 2º turno em determinadas localidades pode provocar questionamentos ao resultado da eleição presidencial. Segundo ele, a medida cria insegurança jurídica e amplia a instabilidade política no país.

Forte criticou a interferência do Supremo no processo eleitoral e defendeu que deveria ter sido mantido o horário de encerramento estabelecido anteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Danilo Forte diz que decisão de Zanin abre crise eleitoral. Assista (14min35s):

Gustavo Guedes

O advogado eleitoralista Gustavo Guedes afirmou que a decisão de Zanin foi inadequada, mas não deve comprometer o resultado da eleição presidencial. Segundo ele, eventuais questionamentos judiciais não teriam potencial para provocar a anulação do pleito.

Advogado eleitoral critica Zanin e diz não ver risco de 3º turno. Assista:

Adriano Alves

O advogado eleitoral e bancário Adriano Alves disse que a decisão do ministro do STF de prorrogar o horário de votação criou uma “crise política sem precedentes” e comprometeu a credibilidade da Justiça Eleitoral.

“Se fosse anterior duas, 3 horas antes e notificasse todos os tribunais no Brasil, seria possível prorrogar e evitar maiores problemas”, afirmou. O advogado descartou a possibilidade técnica de um 3º turno. Alves disse, porém, que partidos fora das coligações podem recorrer ao Judiciário pedindo anulação das eleições e disse não ter dúvidas de que isso será feito, ainda que sem perspectiva de procedência técnica.

Decisão de Zanin de prorrogar votação cria crise política, diz advogado. Assista (11min49s):

José Paulo Kupfer

O articulista do Poder360 José Paulo Kupfer classificou a possibilidade de uma emenda constitucional que estendesse o mandato de Flávio Bolsonaro como “um golpe dentro dos golpes contemporâneos”. Ele descreveu o desfecho da eleição como “um grande alívio”. Para o jornalista, com Flávio Bolsonaro vencedor, a eleição presidencial de 2030 não estaria garantida.

O analista citou a declaração de Danielle Marques, que coordenou a área econômica da campanha do senador Flávio Bolsonaro. Segundo Kupfer, ela afirmou que “com Flávio eleito só haveria eleição daqui a 8 anos”. A partir desse ponto, ele descreveu o cenário que temia: um Congresso favorável ao então candidato aprovando uma emenda constitucional que eliminasse a reeleição e, ao mesmo tempo, ampliasse o mandato em curso por mais anos.

O articulista também criticou a capacidade analítica do mercado financeiro. “A Faria Lima nunca foi bom analista político. Eles não sabem entender como funciona o político, não entendem nada de Brasília”.

Kupfer ainda contestou o peso político que se atribui ao Ibovespa. O índice, explicou, é dominado por poucas empresas: as ações da Petrobras respondem por mais de 10% do volume diário de negócios, podendo chegar a 12% ou 15%, segundo sua estimativa. A Vale do Rio Doce ocupa fatia semelhante, de 10% a 12%. Somando Petrobras, Vale, os principais bancos e uma ou duas exportadoras, chega-se a cerca de metade de todo o movimento diário do índice. “O Ibovespa não representa a economia. Ele pode antecipar certo movimento da economia, mas ele não é um espelho confiável da economia”, disse.

Proposta de Flávio sobre aumento de mandato é “golpe contemporâneo”, diz Kupfer. Assista (32min19s):

Janio de Freitas

Para o jornalista Jânio de Freitas a vitória de Lula nas eleições de 2026 trouxe alívio diante de um período pré-eleitoral marcado por intensa preocupação. Ele disse que uma vitória de Flávio Bolsonaro representaria riscos institucionais graves, incluindo a possível cassação de ministros do STF, a anistia a condenados pelos atos de 8 de Janeiro e cortes orçamentários severos.

Sobre a possibilidade de impeachment de Lula no novo mandato, o jornalista considerou o cenário improvável sem uma base jurídica concreta que o sustente.

“O choque é agora cobrar do presidente que ele faça aquilo que ele pensou que estava fazendo e não estava”, disse Jânio. Para ele, Lula repetiu ao longo do mandato que governava bem, mas a avaliação do jornalista é oposta: “Não foi absolutamente melhor. Muito pelo contrário”.

É preciso cobrar de Lula o que ele achou que estava fazendo, diz Janio de Freitas. Assista (21min52s):

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · Bárbara Pinheiro.

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