InícioPolítica“New York Times” diz que Trump deve ficar fora da política brasileira

“New York Times” diz que Trump deve ficar fora da política brasileira

“New York Times” diz que Trump deve ficar fora da política brasileira

Em editorial, jornal norte-americano critica ações de Washington contra o país e aponta risco à democracia no 2º turno das eleições

Divulgação/Flickr – The White House – 9.mar.2026

PODER360

25.out.2026 (domingo) – 22h06

Priorize o Poder no Google

O conselho editorial do jornal norte-americano The New York Times publicou neste domingo (25.out.2026) um texto opinativo no qual afirma que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), deve ficar fora da política brasileira. A publicação argumenta que tentativas de interferência em eleições de nações democráticas são contraproducentes e enfraquecem o papel diplomático do governo.

Segundo o veículo, embora não tenha formalizado apoio público explícito à candidatura do senador do PL –por receio de reações adversas entre os eleitores brasileiros–, o governo norte-americano realizou ações diretas de pressão contra o país. O jornal cita a instituição de tarifas alfandegárias de 50% aplicadas em 2025 sobre a maioria das exportações brasileiras aos EUA e sanções impostas a autoridades do Judiciário brasileiro ligadas a julgamentos da cúpula do governo anterior.

RETORNO A PASSADO INTERVENCIONISTA

O periódico avalia que a atitude da atual gestão da Casa Branca rompe uma tradição diplomática recente de respeito aos processos eleitorais na América Latina e reedita práticas intervencionistas registradas durante o período da Guerra Fria.

“A interferência externa nas eleições de um Estado democrático é antidemocrática: os norte-americanos, afinal, não fazem parte do corpo político brasileiro. Subjacente às intervenções do governo Trump está a mensagem desrespeitosa de que os norte-americanos pensam que sabem melhor do que os brasileiros o que é melhor para o Brasil”, escreveu o conselho editorial.

O texto também pontua que a prática de adotar retaliações comerciais ou incentivos a lideranças políticas de direita não se restringe ao cenário brasileiro, citando episódios recentes envolvendo nações como Argentina, Colômbia e Hungria.

CRÍTICAS NA ONU E NO CONGRESSO DOS EUA

As medidas adotadas pelos Estados Unidos motivaram questionamentos políticos em instâncias internacionais e dentro do país. Em setembro de 2026, congressistas do Partido Democrata encaminharam uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, denunciando o que classificaram como uma campanha articulada de desestabilização contra o Brasil.

O tema também foi levado à Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) por Lula, que criticou pressões de grandes potências militares sobre pleitos democráticos soberanos.

O jornal conclui afirmando que esse tipo de atitude gera desgaste na reputação internacional e no “soft power” norte-americano. Pesquisas de opinião citadas pelo diário apontam recuo substancial na percepção favorável aos Estados Unidos em economias latino-americanas em comparação com a última década, favorecendo a narrativa de governos autoritários rivais.

o Poder360 integra o


Conteúdo reproduzido originalmente em: Poder 360 por Poder360 · PODER360.

Veja mais

ültimas